efeito coração

terça-feira, 25 de maio de 2010

Síndrome de Down

O que é Síndrome de Down?


O nome Síndrome de Down surgiu a partir da descrição de John Langdon Down, médico inglês que descreveu em 1866, pela primeira vez, as características de uma criança com esta síndrome. A Síndrome de Down também pode ser chamada de trissomia do 21 e as pessoas que a possuem de trissômicos. Estes nomes começaram a ser utilizados depois que Jerome Lejèune, um médico francês, identificou um pequeno cromossomo extra nas células destas pessoas. Freqüentemente, a Síndrome de Down é chamada de "mongolismo" e as pessoas que a apresentam de "mongolóides". Todavia, estes termos são totalmente inadequados e carregam uma série de preconceitos criados a partir de descrições incorretas realizadas no passado e, por isso, devem ser evitados.
Como Identificar
Os cromossomos são estruturas que se encontram no núcleo de cada célula e que contém as características hereditárias de cada pessoa. Em cada célula existe um total de 46 cromossomos, dos quais 23 são de origem paterna e 23 de origem materna. As pessoas com Síndrome de Down apresentam 47 cromossomos em cada célula, ao invés de 46 como as demais. Este cromossomo extra localiza-se no par 21. Geralmente, a identificação do indivíduo com esta síndrome é feita na ocasião do nascimento ou logo após, pela presença da combinação de várias características físicas:
· Os olhos apresentam-se com pálpebras estreitas e levemente oblíquas, com prega de pele no canto interno (prega epicântica).
· A íris freqüentemente apresenta pequenas manchas brancas (manchas de Brushfield).
· A cabeça geralmente é menor e a parte posterior levemente achatada. A moleira pode ser maior e demorar mais para se fechar.
· A boca é pequena e muitas vezes se mantém aberta com a língua projetando-se para fora.
· As mãos são curtas e largas e, às vezes, nas palmas das mãos há uma única linha transversal, de lado a lado ao invés de duas.
· A musculatura de maneira geral é mais flácida (hipotonia muscular).
· Pode existir pele em excesso no pescoço que tende a desaparecer com a idade.
· As orelhas são geralmente pequenas e de implantação baixa. O conduto auditivo é estreito.
· Os dedos dos pés comumente são curtos e na maioria das crianças há um espaço grande entre o dedão e o segundo dedo. Muitas têm pé chato.
Embora o bebê com Síndrome de Down possa apresentar algumas ou todas estas características, é importante ressaltar que, como todas as crianças,
eles também se parecerão com seus pais uma vez que herdam os genes destes e assim, apresentarão características diferentes entre si, como: cor dos cabelos e olhos, estrutura corporal, padrões de desenvolvimento etc. Estas características determinam uma diversidade de funcionamento comum aos indivíduos considerados normais.


O Cariótipo
Para comprovar a Síndrome de Down, o médico deve solicitar um exame genético: o cariótipo. Este exame permite confirmar o diagnóstico pela constatação de um cromossomo extra no par 21. Este cromossomo provém de um erro na divisão do material genético no início da formação do bebê. Este erro na divisão é o suficiente para modificar definitivamente o desenvolvimento embrionário do bebê. A forma genética da trissomia não tem valor no prognóstico, nem determina o aspecto físico mais ou menos pronunciado, nem uma maior ou menor eficiência intelectual. É importante ter claro que não existem graus de Síndrome de Down e que as diferenças de desenvolvimento decorrem das características individuais (herança genética, educação, meio ambiente etc.) O interesse em reconhecer e diferenciar o erro cromossômico, responsável pelo nascimento do bebê é preventivo. Ele permite saber se o acidente pode ocorrer em outra gestação ou se ele pode ou não ocorrer em familiares, irmãos ou irmãs da criança. Na maioria das vezes, a trissomia resulta de um acidente na divisão celular que não se repetirá. Em cerca de 95% dos casos a pessoa com Síndrome de Down apresenta 47 cromossomos em todas as suas células. Essa é a chamada trissomia 21 simples ou padrão. Cerca de 2% das pessoas com Síndrome de Down apresentam uma mistura de células normais (46 cromossomos) e de células trissômicas (47 cromossomos). Esta condição é denominada "mosaicismo" e é considerada como o resultado de um erro em uma das primeiras divisões celulares. Os outros 3% das pessoas com Síndrome de Down apresentam o material cromossômico disposto de forma diferente, isto é, o cromossomo 21 extra encontra-se aderido a um outro cromossomo, geralmente o 14. Este fenômeno recebe o nome de "translocação". É importante descobrir se uma criança tem Síndrome de Down por translocação, pois em aproximadamente um terço dos casos um dos pais é “portador’”. Embora este pai e esta mãe sejam perfeitamente normais tanto física quanto mentalmente, pode haver um risco maior de terem filhos com Síndrome de Down. Estes pais necessitam de um aconselhamento genético específico.

O que é Sala de Recursos?Direito dos alunos e dever da escola.

As pessoas com necessidades educacionais especiais têm assegurado pela Constituição Federal de 1988, o direito à educação (escolarização) realizada em classes comuns e ao atendimento educacional especializado complementar ou suplementar à escolarização, que deve ser realizado preferencialmente em salas de recursos na escola onde estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de atendimento educacional especializado. Esse direito também está assegurado na LDBEN – Lei nº. 9.394/96, no parecer do CNE/CEB nº. 17/01, na Resolução CNE/CEB nº. 2, de 11 de setembro de 2001, na lei nº. 10.436/02 e no Decreto nº. 5.626, de 22 de dezembro de 2005.
O Atendimento Educacional Especializado é uma forma de garantir que sejam reconhecidas e atendidas as particularidades de cada aluno com Necessidades Educativas Especiais. Este pode ser em uma Sala de Recursos Multifuncionais, ou seja, um espaço organizado com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais com formação para o atendimento às necessidades educacionais especiais, projetadas para oferecer suporte necessário às necessidades educacionais especiais dos alunos, favorecendo seu acesso ao conhecimento. Esse atendimento deverá ser paralelo ao horário das classes comuns. Uma mesma sala de recursos, conforme cronograma e horários pode atender alunos com, altas habilidades/superdotação, dislexia, hiperatividade, déficit de atenção ou outras necessidades educacionais especiais.
...uma nova gestão dos sistemas educacionais prevê a prioridade de ações de ampliação do acesso à Educação Infantil, o desenvolvimento de programas para professores a adequação arquitetônica dos prédios escolares para a acessibilidade. Preconiza também a organização de recursos técnicos e de serviços que promovam a acessibilidade pedagógica e nas comunicações aos alunos com necessidades educacionais especiais em todos os níveis, etapas e modalidades da educação. ( ALVES, 2006, p. 11)

Os princípios para organização das salas de recursos multifuncionais partem da concepção de que a escolarização de todos os alunos, com ou sem necessidades educacionais especiais, realiza-se em classes comuns do Ensino Regular, quando se reconhece que cada criança aprende e se desenvolve de maneira diferente e que o atendimento educacional especializado complementar e suplementar a escolarização podem ser desenvolvidos em outro espaço escolar.
Freqüentando o ensino regular e o atendimento especializado, o aluno com necessidades educacionais especiais tem assegurado seus direitos, sendo de responsabilidade da família, da Escola, do Sistema e da sociedade.

AS Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, 2001, em seu artigo 2° orientam que: “Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidades para todos”. (Alves, 2006, p.11)


O atendimento educacional especializado constitui parte diversificada do currículo dos alunos com necessidades educacionais especiais, organizado institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns. Dentre as atividades curriculares específicas desenvolvidas no atendimento educacional especializado em salas de recursos se destacam: o ensino de Libras, o sistema Braille e o soroban, a comunicação alternativa, o enriquecimento curricular, dentre outros, até mesmo o apoio educacional aos professores que estão na sala de aula com o aluno.
Esse atendimento não pode ser confundido com reforço escolar ou mera repetição dos conteúdos programáticos desenvolvidos na sala de aula, mas devem constituir um conjunto de procedimentos específicos mediadores do processo de apropriação e produção de conhecimentos.
Os alunos atendidos na Sala de Recursos são aqueles que apresentam alguma necessidade educacional especial, temporária ou permanente. Entre eles estão os alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares, os alunos com dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais, os alunos que evidenciem altas habilidades/superdotação e que apresentem uma grande facilidade ou interesse em relação a algum tema ou grande criatividade ou talento específico. Também fazem parte destes grupos, os alunos que enfrentam limitações no processo de aprendizagem devido a condições, distúrbios, disfunções ou deficiências, tais como: autismo, hiperatividade, déficit de atenção, dislexia, deficiência física, paralisia cerebral e outros.
O professor da Sala de Recursos (formado em Pedagogia/Educação Especial) deve atuar, como docente, nas atividades de complementação ou suplementação curricular específica que constituem o atendimento educacional especializado; atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagogias que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo; promover as condições de inclusão desses alunos em todas as atividades da escola; orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional; informar a comunidade escolar a cerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional; participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades especiais dos alunos; preparar material específico para o uso dos alunos na sala de recursos; orientar a elaboração de material didático-pedagógico que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular; indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade e articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva.

sábado, 6 de fevereiro de 2010


SITE DE DICAS

http://sitededicas.uol.com.br/atividades.htm

http://www.centrorefeducacional.com.br/ludicoeinf.htm

http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/boletins2001/edi/editxt3.htm

http://www.fonteseducacaoinfantil.org.br/

http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-124-1021-,00.html

PROFESSOR...

Ser transmissor de verdades,
De inverdades...
Ser cultivador do amor,
De amizades.

Ser convicto de acertos, de erros,
Ser construtor de seres,
De vidas

Ser edificador
Movido por impulsos, por razão, por emoção,
De sentimentos profundos,
Que carrega no peito o orgulho de educar.

Que armazena o conhecer,
Que guarda no coração, o pesar
De valores essenciais,
Para a felicidades dos " seus ".

Ser conquistador de almas,
Ser lutador,
Que enfrenta agruras,
Mas prossegue, vai adiante realizando sonhos
Buscando se auto realizar
Atingir sua plenitude humana.

Possuidor de potencialidades
Da fraqueza sempre surge a força,
Fazendo-o guerreiro.
Ser de incalculável sabedoria,
Pois " o valor da sabedoria é melhor , que o de rubis ".

É ...
esse é o valor do educador.

Maria D. D. Henes Cortes




Criança é...


Criança é
um sentimento grátis
de felicidade.

Um jeito mágico
de tranquilidade.

Um toque clássico
de sinceridade

Um jeito lúdico
de jogar o jogo cênico
da vida.

Criança é... chegar...pular...cantar e ficar !


Autor: Alda C. Mendes Moreira



sábado, 06 de fevereiro de 2010

VOLTA ÁS AULAS


Uma dos complementos para a recepção dos pequenos é a lembrancinha.
Ainda mais quando muitas das crianças recebidas nunca foram a escola.
Para muitas crianças esse é um dia especial, onde irá ter amigos e pessoas legais perto de si.
Para outras é a pior situação de sua vida,quando conseguem entender alguns sentimentos, e quando os pais não incentivam, ou mostram o lado negativo que a escola tem.
Inclusive parte das reações das crianças dependem dos pais.
É de suma importância mostrar que:

" A ESCOLA É UM LUGAR BOM "


Colocar para a criança que se ela apanhar deve bater, já é algo negativo, e pode provocar um medo antecipado do tal PRIMEIRO DIA DE AULA.
Muitos pais conversam, estimulam, outros mostram tanta negatividade e agonia prevendo algo ruim na mente da criança, medo e insegurança.
Sempre vemos paciência e impaciência no portão da escola no primeiro dia.
Por isso é de suma importância antecipar:


* UMA REUNIÃO COM OS NOVOS PAIS

Quem é de casa digamos assim,já sabe,quem está chegando precisa se acomodar.
Essa reunião deve ser obviamente antes do primeiro dia,e comunicada no ato da matrícula desse novo aluno. Nessa reunião explica-se o que é necessário para a criança se sentir segura e bem acolhida no primeiro dia, além do mais o Diretor, Coordenador, já apresenta parte da proposta da escola, no que diz respeito a preocupação com as crianças e o choro dos pequenos no primeiro dia. Proporcionar segurança é fundamental, e para isso é necessário parceria. Muitas vezes os bebês ou o ( a ) pequeno ( a ) de 2, 3, 4 anos chora pela insistência do responsável no beijinho ou o "tchauzinho" da despedida,ouvindo a melhor frase possível:


"Chora não, a mamãe já volta ".


Sabemos do carinhos dos pais, dá vontade de pegar na mão e ir junto a sala de aula.
Mas não podem. Alguns dão " tchauzinhos " lindos e até dizem:


" Mamãe pode ir agora "?


Acham lindo isso e muitas vezes mostram segurança e autonomia que os pais pensam que eles não tem, pois fazendo parte das preocupações, os pais acham que esses não saberão pedir para ir ao banheiro, que não irão se alimentar corretamente entre outras situações.
É necessário paciência, carinho e atenção a esses sentimentos de expectativa.
Tornar o dia diferente é algo marcante, estimulante e acolhedor.
E além do mais nós estamos acostumadas ao choro, aos gritos, e é a volta do que sabemos que faz parte.

Bom retorno a todos !!!

(texto retirado do cantinho da NISA)